História |
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HISTÓRICO DO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (EZLN) 1994 Ainda em 1/1, o NAFTA entra oficialmente em vigor. O Exército Mexicano passa a reprimir o EZLN, que se infiltra na selva e inicia um "diálogo eletrônico" com a sociedade civil nacional e internacional, com a imprensa e o governo mexicano. Em julho, o EZLN surpreende a todos com a idéia de criar uma Convenção Nacional Democrática na Selva Lacandona, com o objetivo de discutir os A repercussão internacional dos acontecimentos provoca a retirada de capitais estrangeiros e o incremento do processo inflacionário. O governo opta pela solução armada invadindo povoados, avançando cada vez mais no interior da floresta, destruindo colheitas e despejando numerosas comunidades. Por meio das páginas "web" os zapatistas solicitam a intervenção da sociedade civil internacional. Em poucos dias embaixadas mexicanas em várias cidades do mundo são assediadas por pessoas que exigem o fim da repressão aos zapatistas. Na França, na Inglaterra, na Alemanha e na Itália, grupos de intelectuais, artistas e personalidades públicas escrevem declarações desaprovando a resolução militar dada ao conflito. O governo mexicano interrompe a intervenção militar. Em várias nações do mundo surgem comitês de solidariedade, atividades de apoio e organizações nacionais em contato direto com a Selva Lacandona, via Internet. As cartas do subcomandante Marcos tornam-se um best-seller mundial. Caravanas provenientes de várias cidades mexicanas chegam ao coração da selva carregadas de alimentos, roupas e solidariedade, movidas pelo lema: "vocês não estão sozinhos". O EZLN organiza uma Consulta Internacional sobre qual deveria ser, no futuro, a sua atuação política. Entre outras perguntas, colocava o dilema no tocante à natureza do exército zapatista: continuar como força insurgente ou tornar-se um partido político. Surge a Frente Zapatista de Libertação Nacional - organismo não armado e aberto a participação de todos os cidadãos que não ocupam cargo público - com o objetivo de criar comitês que lutam por "democracia, liberdade e Justiça". Em agosto, o EZLN organiza um Encontro Intercontinental na Selva Lacandona. "pela humanidade e contra o neoliberalismo". Superando o cerco do exército federal e as dificuldades ambientais, delegações de países de todos os continentes chegam à selva. Hospedados nos vários povoados indígenas e divididos em comissões por idiomas, os participantes discutem sobre meio-ambiente, desemprego, exclusão social, direitos étnicos, etc. entre as personalidades e intelectuais que participam das atividades se destacam A. Touraine, R. Debray, E. Galeano e D. Miterrand. Surgem outros dois movimentos guerrilheiros no México. Um deles, o EPR (Exército Popular Revolucionário), com membros espalhados nos diversos estados do país, é orientdo por uma forte inspiração socialista. O Governo Proíbe a participação da delegação zapatista no Fórum Indígena Nacional organizado na Cidade do México. Os zapatistas lançam uma campanha internacional denominada "caravana eletrônica", que consiste no envio de mensagens à autoridades mexicanas solicitando a participação da delegação dos insurgidos. A pressão faz o governo mexicano rever a sua posição e, assim, a comandante Ramona fala ao Fórum Indígena Nacional em nome do EZLN. Vários jornalistas e membros da Frente Zapatista são presos por suspeita de atividade terrorista. Tal retrocesso leva os zapatistas a interromperem as tratativas com o governo. Em resposta à crescente militarização, os zapatistas insistem na tentativa de contrapor a política às armas, organizando a "Marcha dos 1.111 indígenas" (com um representante por comunidade indígena do Chiapas). A caravana, completamente desarmada, é recebida com festa, alegria e solidariedade pelos moradores de cada cidade por onde passa. A contrapartida não tarda a chegar: no dia 22/12/97, um grupo de homens armados invade a comunidade de Acteal disparando contra as pessoas que se encontravam em uma celebração religiosa. Como resultado, 45 indígenas assassinados. A notícia faz volta ao mundo, recolocando a questão da democracia no México. Como resposta, no dia 12 de janeiro de 1998, o EZLN promove uma campanha internacional pela desmilitarização do Chiapas, pelo respeito ao acordo de San Andrés e pela captura e julgamento dos responsáveis pelo atentado. São realizadas passeatas e ações em 130 cidades de 27 países dos 5 continentes. Na Cidade do México, em apoio a luta zapatista, 250 milhões de mexicanos pedem a desmilitarização imediata do Chiapas e a captura dos responsáveis. Durante uma manifestação pacífica em San Cristóbal de las Casas, a polícia feriu vários manifestantes e matou Guadalupe Lopez Mendez. Atualmente existem cerca de 60.000 soldados federais em Chiapas. A violência tem crescido brutalmente contra as comunidades. Casas e bibliotecas queimadas, pessoas executadas arbitrariamente,sequestros e desaparecimentos. Essa tem sido a realidade de Chiapas. |
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